quarta-feira, dezembro 22, 2010

TRAVESSURAS DA MENINA MÁ (V. LLOSA)

Terminei de ler "Travessuras da menina má" (V. Llosa) e adorei! A Chilenita me fez lembrar Madame Bovary (Flaubert) e Lavínia de "Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios" (M. Aquino). As três me trazem à mente "A Rosa" (Chico B.), pois essa canção tem tudo a ver com o papel aniquilador de cada uma e com a intensidade do amor do "bom menino", do Carlos e do Cauby, personagens que me deixaram saudades.
Personalidades fortes, homens apaixonados, traição e perdão. O amor é sexualmente transmissível! O livro do M. Aquino me arrancou algumas lágrimas, na última página, deixando em meu coração a pergunta: isso existe ou só cabe na ficção? Sofrimento demais e muita, muita paixão. Pensei... Existe, existe sim.

sábado, dezembro 11, 2010

CHRIS E ANDRÉ - CIRCUITO ADIDAS VERÃO. QUASE MORREMOS DE CALOR, MAS COMPLETAMOS A PROVA. 5.12.10

 
Posted by Picasa

DENIZE, VIVI, CACAU E ANDRÉ

 
Posted by Picasa

CHRIS E ANA CRISTINA

 
Posted by Picasa

ATERRO DO FLAMENGO - ENCONTRANDO OS AMIGOS

 
Posted by Picasa

CIRCUITO ADIDAS VERÃO - 5.12.10

 
Posted by Picasa

LARISSA, MINHA NADADORA MAIS VELHA, NA COMPETIÇÃO DA AQUAFISH - 4.12.10

 
Posted by Picasa

RAFAELA, MINHA NADADORA, NA COMPETIÇÃO DA AQUAFISH

 
Posted by Picasa

quarta-feira, dezembro 01, 2010

AZUL-CROVO (ADRIANA LISBOA)

Azul-Corvo, lançamento da escritora Adriana Lisboa pela Rocco (219 páginas), vem após a publicação de outros romances de igual importância, como Beijo de Colombina, Sinfonia e Branco e Rakushisha. A autora escreveu também a novela O coração às vezes para de bater, os contos de Caligrafias e livros infantis, como Língua de Trapo.

Em Azul-Corvo Adriana conta a história de Evangelina, a Vanja, que aos treze anos, após o falecimento da mãe, Suzana, parte para o Colorado a procura do seu pai biológico, Daniel. Para tanto, ela conta com a ajuda de Fernando, ex-marido da sua mãe e homem que a registrou, e de um simpático menino salvadorenho, Carlos.

Vanja parte em busca das suas origens. “Essa foi minha árvore genealógica até os treze anos de idade. Um homem e quatro mulheres em três gerações. Aritmética esquisita, amarrada como lenços coloridos dentro da cartola de um mágico. Uma árvore genealógica a qual faltavam raízes e que em lugar de certos galhos tinha apenas gestos meio vagos, indicações, sugestões, deixa-pra-lás.”

Ao chegar aos Estados Unidos, Vanja trava contato com Fernando e suas memórias, começa a conhecer a história recente do Brasil, a época da ditadura militar, do PC do B e das ações dos guerrilheiros no Araguaia. O romance é entremeado pelos momentos que seu pai legal viveu na China e no Pará, enfrentando o Exército Brasileiro pela causa comunista. “Olho para os meus braços sem cicatrizes e penso cortes e penso choques elétricos. E me pergunto como as vidas viradas ao avesso reencontram o seu direito.”

Inexiste uma linearidade, o passado ressurge a cada instante. O presente vem à tona e resta uma curiosidade acerca daquele momento incompleto. O que teria acontecido em seguida? A narradora volta e complementa o texto relativo ao período iniciado anteriormente, saciando o leitor.

Para Vanja, “O futuro era (e é, e sempre será) móvel, fruto de bifurcações em progressão geométrica, e fazer planos, (...) um cacoete de constrangedora inutilidade”.

Carlos acompanha Vanja em sua trajetória em busca do pai, e vai amadurecendo, principalmente com a experiência de uma viagem que ambos fazem com Fernando ao Novo México. Ela observa: “Naquele momento, ele cresceu um pouco mais, confirmando minha teoria de que era assim que as coisas se davam, em surtos, em espasmos, e não numa continuidade aritmética. Todas as metáforas para o crescimento – degraus de uma escada, estradas com curvas aqui e ali – eram pura balela. Tudo acontecia mesmo aos trancos.”

Outras personagens vão surgindo e desaparecendo durante a narrativa (“Éramos um mundo de compatibilidades, estávamos irmanados, nos equivalíamos, nos compensávamos.”), para tecer a trama, preencher e costurar a história a partir de momentos vivenciados pela mãe de Vanja, levando-a, muitas vezes, a reviver sua primeira infância. “É preciso tapar os buracos da memória com a estopa que se dispõe”.

Adriana pode ser considerada uma narradora pós-moderna, pois ao escrever não relata uma experiência que tenha vivenciado - proporcionando um intercâmbio de experiências - ou age com o objetivo de falar de maneira exemplar ao seu leitor. Não tem a visão de um jornalista que tenha assistido aos fatos, nem a do romancista que escreve de maneira paradigmática. Ela o faz puramente como ficcionista, dando autenticidade a uma ação que não tem respaldo na vivência, mas advém da verossimilhança. Ela vê o “real” e o “autêntico” como construções da linguagem.

Com a orelha de Luiz Ruffato - e segundo ele – o livro termina quando a vida de Vanja realmente começa, ou seja, quando ela passa a ocupar um espaço próprio no mundo.

Azul-Corvo, cor das conchas que Vanja gostava de pegar na praia de Copacabana.


CHRISTIANE REIS

terça-feira, novembro 23, 2010

LANÇAMENTO DO LIVRO SOBRE JOÃO CÂNDIDO E A REVOLTA DA CHIBATA NA LIVRARIA DA TRAVESSA - OUVIDOR - 22/11/2010

O Mestre Sala dos Mares

(João Bosco / Aldir Blanc)
Composição original

Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão do mar reapareceu
Na figura de um bravo marinheiro
A quem a história não esqueceu
Conhecido como o almirante negro
Tinha a dignidade de um mestre sala
E ao navegar pelo mar com seu bloco de fragatas
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por batalhões de mulatas
Rubras cascatas jorravam das costas
dos negros pelas pontas das chibatas
Inundando o coração de toda tripulação
Que a exemplo do marinheiro gritava então
Glória aos piratas, às mulatas, às sereias
Glória à farofa, à cachaça, às baleias
Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história
Não esquecemos jamais
Salve o almirante negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais
Mas faz muito tempo

quinta-feira, novembro 18, 2010

LEITURA ATUAL 1: AZUL-CORVO (ADRIANA LISBOA)


"Um leitor pode compreender Azul-corvo como uma história de amor e devoção Outro, no entanto, pode entender que esse é apenas o verniz que encobre uma corajosa reflexão sobre o passado recente do Brasil. Outro ainda pode concluir que esta é a história de Evangelina, fruto da relação extemporânea de Suzana com um americano, já que é ela, aos 22 anos, quem conduz a narrativa. Esses e outros personagens, todos em trânsito, se tornam inesquecíveis, magnificamente pintados pela escrita sóbria, elegante e segura que caracteriza e identifica Adriana Lisboa. Um romance sobre pertencimento em tempos de diáspora moderna, onde tudo parece frágil, e os sentimentos movediços."

LEITURA ATUAL 2: MEMORIAL DE AIRES



"Amargo e sarcástico observador dos costumes e da condição humana, Machado de Assis produziu algumas obras-primas da literatura brasileira. Realista, ele não se preocupava em reproduzir o real. Transformava a realidade em arte. Do espírito exageradamente crítico, tinha uma visão trágica da vida. Memorial de Aires (1908) é um de seus últimos romances."

RACE DAY

Dia de Vênus embeleza ainda mais o Rio
Alegria e esporte no feriado com mais de 4 mil corredoras no Aterro do Flamengo

texto Cristiane Assis, do Rio de Janeiro
fotos Dhani Borges

As borboletas estavam soltas na capital carioca neste feriado de 15 de novembro. Tanta alegria e leveza coloriram o dia nublado e contagiaram as mais de 4 mil corredoras que participaram da segunda etapa carioca do Circuito Vênus em 2010 nos percursos de 5 km e 10 km pelas ruas da região do Aterro do Flamengo.

Além da corrida, o evento ainda é misto de yoga, beleza, massagens e compras, em dois dias de puro cuidado e boas energias exclusivas para elas. “O diferencial é que o Circuito Vênus é um espetáculo em si. Já participei de outras etapas e tenho minha própria estratégia. Completo os 5 km em cerca de 25 minutos e depois corro ainda mais para chegar ao lounge e voltar aos cuidados. Estou louca para fazer uma massagem nos pés”, descreveu Caroline Lemos, 33, que treina há dois anos e veio de Niterói apenas para participar do evento.

Assim como Caroline, Érica Moura, 28, completou os 5 km em 35 minutos e depois já estava no espaço da Revista W Run tirando uma foto com um sorriso de missão cumprida. “É a minha primeira prova e achei que ia caminhar o percurso todo. Quando foi dada a largada estava tão animada que deixei as sete amigas que vieram comigo para trás”. Ela destaca que se surpreendeu com a estrutura do evento. “Não esperava tantos mimos, adorei! Começando pelo kit com tantos produtos, a camiseta linda, a medalha de cristal e os lanches”.

Beleza e cuidados na Cidade Maravilhosa
O dia começou com lanchinhos saudáveis de pão integral da Wickbold e sorvetes Yogo, lançamento da Molico. As corredoras iam chegando, comendo e se preparando para a prova. Muitas estavam concentradas e faziam um alongamento caprichado no espaço da Unimed.

Outras, como as irmãs Cristiane e Denise Reis, de 40 e 38 anos, aproveitavam o tempinho disponível antes da largada para se preparar de outra forma, escolhendo acessórios na loja da Nike. “Compramos viseiras, running skirts e outras coisinhas. Afinal, mulher adora comprar, não é?”, brincou Cristiane. E se há outra coisa que mulher adora é sentir-se bonita. Por isso, o espaço dedicado a quick make-up da Avon também era disputado. Enquanto estava sendo maquiada, Luciana Dias de Souza, 32, resumiu como a maioria das corredoras se sentia ao receber tantos mimos: “Aqui tudo estimula nosso bem-estar. É a minha primeira vez aqui, e estou adorando”.

Diretamente da maquiagem, muitas iam tirar fotos de recordação nos espaços da Honda e da Revista W Run. Mas, calma aí, e a corrida? Com tantas atividades imperdíveis, alguém poderia até pensar que o foco não era a superação dos limites no esporte. Puro engano. As mulheres estavam comprometidas a balancearem bem o tempo. Às 8h todas estavam na animada largada.

Elisabete Vidal de Oliveira, 48, participou dos 10 km e conta que aproveitou os dois dias de evento para curtir bastante a infra-estrutura da prova. “Estou treinando para uma maratona. Ontem fiz um treino de 30 km de manhã depois vim para cá, onde pude degustar de vários alimentos e fazer massagens”, lembra a atleta, que corre há oito anos.

Elite cor-de-rosa
As vencedoras dos 5 km e 10 km foram Gisele Lisboa Oliveira Ribeiro e Raimunda Maria Brito da Fonseca, respectivamente. Apesar de veteranas nos pódios, as duas não poupavam elogios à prova ao receberem os troféus repletos de borboletas, a coroa de flores e presentes especiais.

“Adorei ainda mais esta experiência. Gosto de participar de corridas só para mulheres”, ressalta Gisele, corredora assídua do evento. “Estou fechando o ano com chave de ouro com essa vitória hoje. Dedico a minha prova ao meu marido que é atleta e foi operado”, se emociona.

CIRCUITO VÊNUS - 14 e 15/11/2010


DENIZE E CACAU

Cacau aproveitando o shiatsu - 14/11/2010

Rosana e Maria Eduarda aproveitando a preparação.


14/11/10

IRMÃS CORREDORAS!

CIRCUITO VÊNUS - 15/11/2010

sábado, outubro 30, 2010

Transbordando

Deitada na rede, sentindo o cheiro de feijão vindo da casa vizinha, onde alguém cantarola enquanto prepara o almoço. Ouço o som do senhor dos ventos,feito de bambu, e fecho os olhos. O livro "Carvoeirinhos" do Roger Melo nas mãos. Volto algumas páginas porque a concentração é nenhuma. Algumas músicas lentas dos anos 80 se misturam  ao canto dos pássaros. Enquanto isso, ele, desde cedo, cuida do nosso jardim. Volto, repentinamente à infância, lembro com saudades o primo querido e meus olhos transbordam. Recebo um beijo molhado da caçula e meu coração sorri novamente. Vida.